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Archive for março \29\UTC 2010

A FITA BRANCA

O filme é do ano passado. Mas esse ano eu já vi o melhor filme deste. Existe o cinema de entretenimento, ao qual eu gosto muito e existe CINEMA. Isso mesmo. Em caixa alta. E cinema em “caixa alta” é adjetivo de filme pra gente grande. Não é filme pra se divertir, é filme pra sentir. E a FITA BRANCA é CINEMA de caixa alta e muito mais.

É uma historieta de uma vila germânica na Áustria do início do século, vivida sobre domínio patriarcal na nona potência e  infestada de diálogos estupendos e arrebatadores. Vai faltar adjetivo bom pra mim falar sobre esse filmaço que eu vi a  5 dias atrás, 4 horas e 46 segundos. E contando.

É inesquecível o impacto dos diálogos e da fotografia em preto e branco magistral do filme do dinamarquês Michael Haneke. Muito já se falou desse filme, que na verdade trata a história de várias famílias que moram num vilarejo agrícola comandado por um barão. Toda vila gira em torno da colheita, e com isso vivem de estação pra contar suas sagas. Primavera, verão, outono e inverno.

Em nenhum momento o filme é didático em afirmar a origem da filosofia nazista, como está divulgado amplamente. Ele afirma é um poder patriarcal BRUTAL dos chefes de família sobre suas mulheres e filhos. E ai de quem se oponha a essa filosofia do  “ laço no LOMBO ”.  Isso vai fazendo da criação de seus rebentos, uma geração de filhos de lobos vorazes em estabelecer a lei bruta de quem merece morrer, sofrer ou pagar.  Morais distorcidas onde aquele cristianismo ultra-conservador dita o que é pecado e o que não é.

Tem tanta cena marcante e um elenco “desgraçadamente cruel” de bom. Desgraçado porque “fere” e te passa a mais dolorosa verdade das coisas. FILMAÇO SEM PRECEDENTES minha gente.

Naquele vazio cinzento e perturbador narrado em off por um professor que busca no meio daquela vila de frio abissal, um romance com uma babá. A relação do médico da vila e sua amante, tem pra mim a cena de diálogo mais destruidora da história recente do cinema moderno. A adolescente de 15 anos explicando o significado da morte ao seu irmãozinho de 5 anos é uma aula desgraçada de dramaturgia. Fiquei pasmo.

Faz tudo que a gente vê nos filmes diários da vida, uma palhaçada. Uma completa mentira, uma imcopetência e vadiagem desgraçada de fazer um trabalho decente. Porque não chegam na verdade. No que querem realmente passar. E a FITA BRANCA é muito consistente no que quer passar.  Eu pensei que era só um filme sobre origem do ódio. Mas é mais que isso. É sobre coisas escondidas e obscuras da vida vomitadas na tela de forma brilhante. Em diálogos fudidamente fortes.

O último filme neste naipe que me tocou foi ELEFANTE de Gus Van Saint.

Em determinado momento um dos meninos da vila passa por uma ponte se equilibrando nas beiradas. Em lágrimas ele faz isso pra ver se Deus gosta dele. Se ele morrer Deus não gosta. Se viver Deus o perdoa. Agora entendi porque A FITA BRANCA não ganhou o Oscar. É CINEMA. Não é filme.

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EW da semana

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Continuando nesse ritmo o HOMEM DE FERRO 2 vai bater AVATAR em marketing.

Ricky Gervais, baita comediante inglês em mais um projeto!

4 ESTRELAS pra KICK-ASS. Começou muito bem de crítica!

Wall Street 2 de Oliver Stone.

Olga Kurylenko estrelando o épico Romano CENTURION. Sobre uma das batalhas mais sangrentas da história. A eliminação dos PICTS! Tribos quase selvagens que viviam no norte da Escócia.

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EW DA SEMANA

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AWAYDAYS


Porradaria. Chutar crânio quando o adversário cair ao chão. Bater e socar sem parar. Até hoje não entendi a filosofia desses Hooligans. E ontem eu vi mais um filme desses caras. AWAYDAYS é baseado num livro best-seller inglês do mesmo tema, e se passa na LIVERPOOL de 1979.

Como filme ele não chega lá. Mas como tema é interessante. Não é um filme ruim, mas pretensioso, só que a trilha sonora é ESPETACULAR e salva a fita!  Tem o THE CAVERN, tem os PUBS e tem umas minas mais interessadas em sexo que os homens. Que só querem chutar cabeças no asfalto sempre molhado de Liverpool.


O filme conta a história de um jovem de classe média entediado com a vida que tem. Nos jogos de futebol ele acha mais interessante o que os pobres do subúrbio fazem. Se agrupar e formar gangues de arruaceiros. Isso é um conforto natural, a gente sabe, para um jovem sem identidade se achar. O “riquinho” faz amizade um desses moleques pobres e consegue a entrada numa dessas gangues de PORRADARIA ABSOLUTA.

O interessante é o personagem que introduz o protagonista nesse mundo sórdido. Ele faz questão de dizer que aquela história não acaba bem. Tem consciência de alertar o moleque rico, que ele não deve fazer parte daquilo, pois a vida lhe deu escolhas e para os pobres-loucos não.

Um personagem desgraçado esse. O cara tem uma forca no quarto. Segundo ele pra ficar sabendo que a morte é tão presente quanto a vida.

Agora quanto a direção, edição rápida, fotografia bacana mesclando essa correria de chutaçada com Joy Division, The Cure, Ultravox, The Rascals É UM DELEITE pra ver esse filme embriagado!

O filme não está a altura da trilha sonora que tem. Ele não chega a ser um retrato da sua época, mas é um passatempo curioso e interessante.

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EW da semana

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