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Archive for julho \29\UTC 2010

EW da SEMANA

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O CENÁRIO

Baltimore.

Cidade portuária do estado de Maryland nos EUA. Perto de Nova Yorque e Washington D.C. Possui um lado antigo e sujo e outro moderno e desenvolvido no centro.

OS PERSONAGENS

O JUIZ
Daniel Phelan

Num julgamento de traficantes locais de Baltimore onde um traficante acusado, sobrinho de um suposto gangster é liberado, o Juiz Phelan ao bater o martelo nota o desdenho de um policial que acompanha o julgamento. O policial é da homicídios é James McNuty. Em sala fechada o Juiz quer saber o desdém do oficial da homicídios. Que vomita toda a hipocrisia do sistema judiciário ocidental.

Ali naquele momento. Em 2008 no canal HBO, não nasce uma grande série de TV. Mas a maior tese de estudo do sistema nervoso de uma grande cidade.

O JUIZ não é um idealista. Pressiona a Prefeitura. Que arranca verba pra criar uma divisão secreta, a CRIMES GRAVES. A verba era da EDUCAÇÃO e isso vai afetar lá na QUARTA TEMPORADA de uma “série” de 5 temporadas. O Juiz quer lobby pra uma candidatura de magistrado federal. Quer estar na capa dos jornais.


A PROMOTORA
Rondha Pearlman

Dedica 110% da sua vida a conseguir um caso criminalista grande e alavancar a carreira. Luta por isso. Sua vida social é rasa. Vai pra cama com policiais casados no fim da jornada de trabalho. Nutre um amor pelo policial McNuty não correspondido sentimentalmente, só sexualmente. Competente profissional.

O PREFEITO
Clarence V. Royce

Um prefeito picareta. Politiqueiro. Negro numa cidade de maioria negra ele nomeia um Comissário Negro para Polícia. Desvia verba da EDUCAÇÃO pra fazer lobby para o JUIZ. A verba vai para a secretaria de SEGURANÇA. O Prefeito deve favores políticos a um senador corrupto que o elegeu. Por isso não pode fazer vista grossa contra o tráfico. Pois o tráfico é dos negros, eleitores do senador Clay Davis.


VEREADOR
Thomas Carcetti

É um vereador que tem como lema de trabalho a segurança. Aos poucos ele vai fazendo estardalhaços na câmara pra sacudir a incompetência do Prefeito. Consegue manipular o Comissário mentindo verbas, e o negócio cresce. O que era um idealismo começa a se transformar em politicagem pra uma candidatura a prefeitura. Esse personagem é ESPETACULAR. Você não dá nada pra ele no começo. Depois você acredita nele. Vota nele. Sonha com ele. Mas a série te dá um ponta-pé no pescoço quando ele assume a prefeitura.

Um ex-prefeito, na série resume a prefeitura. O cargo. A frase:

” Todo dia você almoça de manhã e a tarde você tem que comer uma tijela de merda. Engolir mesmo. A Tijela de merda vem com bastante sustância até a borda. E você tem que comer tudo. Um dia é a Tijela da Educação, outra dos lixeiros, dos bombeiros, da Igreja, etc.. É muita MERDA pra comer em 4 anos.”


O COMISSÁRIO
Ervin H. Burrel

Um Comissário que só trabalha com números. Diminuir o número de homicídios. Não derrubar cartéis de droga ou tráfico portuário. Mas diminuir corpos. O tráfico sustenta campanha eleitoral através de lavagem de dinheiro em imóveis públicos desocupados. Não dá pra derrubar o tráfico sem seguir o dinheiro. Burrel é liso. Rasteiro. Esse é Burrel.

E A LEI DA SÉRIE É:  “NÃO SIGA O RASTRO DO DINHEIRO. SE SEGUI-LO VOCÊ VAI VER AS ENTRANHAS DO CORPO”. E são sujas. Feias.


O SUB-COMISSÁRIO
Willian A. Rawls

Números. Números. Ele só segue o sistema e as ordens que vem de cima. Grosso. Policial de escritório. Totalmente político e oportunista. Não importa o ninho de cobras que vive, ele se torna só mais um delas. Ele não é culpado, é fruto de um sistema viciado. Baixar o número de homicídios é uma chance de candidatura a Comissário, uma aposentadoria mais rentável e um lobby pra secretaria de segurança quando o prefeito for ao governo. Redefinir as divisas de onde são encontrados corpos é fundamental pra diminuir os números de homicídio. Odeia idealistas. Não existe o IDEAL. Existe o REAL. É um machista brutal que na verdade é um gay enrustido. Secretamente.

OS POLICIAIS

CRIMES GRAVES – Força tarefa especial.


Coronel Cedric Daniels

Se existe retidão e excelência ética-moral em BALTIMORE ela se concentra em Daniels. O único personagem de THE WIRE que mantém sua sobriedade diante de tanta burocracia, política, corrupção e degradação da sociedade. Ele é um CÂNCER em qualquer delegacia ou departamento. Porque quer fazer o CERTO. E acaba sempre sendo derrubado. Ele é competente. Estrategista e excepcional comandante. Mas ser decente nesse mundo é quase um CRIME. Ele é destacado para essa divisão, a CRIMES GRAVES mais como um jeito de tirá-lo do sistema. Porque no sistema ele não pode existir.


Jimmy McNulty

Detetive da divisão de homicídios de Baltimore. Que é despachado para uma divisão especial de crimes graves. Que se torna a THE WIRE. Grampeamento de telefones de suspeitos no tráfico de entorpecentes. Divorciado. Alcoólatra. Péssimo pai. Péssimo companheiro de trabalho. Colecionador de inimigos. Anti-ético. Desbocado. Excepcional detetive. Péssimo amigo. Auto destrutivo e totalmente destrutivo com as pessoas e o mundo ao seu redor.


Lester Freamon

Todos os policiais que são honestos, se destacam e ganham espaço sem conchavos políticos são rebaixados. Sem ajuda política ou de amigos você não sobe de cargo. Você é rebaixado até o PORÃO. É nos achados e perdidos do Dpt. de Policia de BALTIMORE que são rebaixados aqueles que se negaram a conchavos. Lá estava Freamon. Um policial de investigação excepcional. Mas difícil de ser comandado. Sua técnica exige muito investimento por parte do estado pra prender os GRANDES.


Gregs “KIMA”

Uma policial iniciante da Homicidios que também é destacada para a CRIMES GRAVES. Ela é promissora e correta. É uma cria do antigo departamento do Daniels. É gay e enfrenta dificuldade em manter seu relacionamento estável com a grande investigação que a CRIMES GRAVES começa a executar. SEGUIR O DINHEIRO em vez de seguir OS TRAFICANTES.


Pryzbylewski

O personagem começa como um dos piores seres humanos que existe na face da terra. E termina a série como um dos mais espetaculares seres humanos da terra. Pryzbylewski é a CHAVE da série. É a transformação da série convencional em algo acima da média. O personagem é baseado na própria trajetória de um dos criadores da série. Ed Burns. Ele é um policial apadrinhado pelo sogro que é chefe. Todas as suas sujeiras são apagadas pelo pessoal de “cima”. Ele é tudo que mais se odeia no sistema. Ele é nepotismo cravado na nossa sociedade. Atrapalhado. Incompetente e violento nas ruas. Aos poucos ele vai se tornando um dos melhores investigadores da série. Um rei da matemática de investigar. Até atingir seu ápice quando larga tudo pra lecionar em escola pública. Convivendo de perto com os “filhos” de quem ele prendeu. É o ápice da série. É onde a gente deixa de ser só um telespectador e cresce como ser humano. É o segundo melhor personagem da série.


Carver

Policial que tem potencial para ser um bom investigador mas acaba tendo um processo lento pra isso. Pois não tem paciência para esperar as coisas acontecerem. Quer resolver tudo rápido. Prender rápido. Mas com o passar dos anos se torna um personagem muito bom. Na quarta temporada uma tragédia acontece sob sua tutela e muda tudo na vida de Carver.


Herc

A grosseria e burrice desse policial brucutu só não são menores que seu amor em ser policial. É isso que faz do Herc um policial bacana de acompanhar na sua trajetória. Em THE WIRE não existe caricatura de personagens, é transformação e adaptação ao meio em que vivem . Isso é que é bacana. Ele é crucial na temporada final. Cada personagem em THE WIRE no início ou no final teve ou vai ter uma importância muito grande no quebra-cabeça social de BALTIMORE.


Sydnor

Policial dedicado e idealista. Tem uma trajetória nas “beiradas” da série mas nunca saiu da CRIMES GRAVES.

HOMICÍDIOS


Landsman

Delegado viciado no sistema. Números é a sua lei. Não tem jeito. O gordo apurrinha muito a engrenagem. As coisas não andam. É muito favor e patentes pra um crime se resolver. É um personagem machista. Porco. Mas “eles” existem.


BUNK

Parceiro de Mc Nulty na Homicídios antes de Mcnulty ir para a CRIMES GRAVES. Sofre uma pressão desgraçada pra limpar a pauta de homicídios da sua delegacia. Alcoólatra. Péssimo marido. Ótimo amigo para as bebedeiras de fim de expediente. Mas um policial experiente que sabe todas as artimanhas pra resolver os casos. A burocracia da justiça impede BUNK de ser um policial espetacular. Porque não adianta você ser bom. Tem um monte de MERDA te impedindo de se fazer um bom trabalho. Personagem ESPETACULAR.

RUAS


D’Angelo Barksdale

Ele é o start inicial da série. Ele é o traficante solto em julgamento no primeiro episódio que dá origem a THE WIRE. Um personagem filho do sistema. Uma boa alma abraçada pela família criminosa. Uma tentativa de dar certo que não deu. D’Angelo é excepcional.


Avon Barksdale

O gangster mor das ruas de BALTIMORE. Só que é intocável. Você não vai ver muito ele na série. Porque é muito difícil pegar esse NEGO. Minha nossa. Tem uma rede muito grande de proteção. Que vai de marginais comuns e juizes e políticos. E é um criminoso de uma esperteza sem limites. Seu defeito é o sangue das ruas nas mãos. Isso vicia. O poder vicia.

Tem uma expressão que faz parte das ruas em THE WIRE. É o GAME. se você está no GAME você é um criminoso ou faz parte disso.


Stringer Bell

MINHA NOSSA SENHORA! Já vi filme pra cacete de gangster e criminosos. STRINGER BELL varreu muito nego pra de baixo do tapete. Sua inteligência chega a irritar. Stringer Bell é o TERCEIRO melhor personagem de THE WIRE. Só perde para o Prezbelusky. Ele é a “inteligência” da gangue de Barksdale. O braço direito e o esquerdo. Ele é economista e legaliza a grana suja pra virar limpa. Negocia com senadores, traficantes, chefes de comunidade, fornecedores e tem uma papelaria. É um personagem ES-PE-TA-CU-LAR.


Wee Bay

O anjo da morte de Barksdale. Faz o serviço sujo. Manda todo mundo pra grota.


Preston Bodie

Traficantezinho de esquina. Que tem uma trajetória incrível na série. O sonho é alcançar o topo. Mas THE GAME é muito foda pra ele.


Proposition Joe

Um traficante das antigas que comanda uma parte de Baltimore. Que se vê apertado com o crescimento e a fúria de Barksdale e de Marlo. Proposition Joe consegue o fornecimento de drogas através de ligações portuárias. Ele é uma das chaves da investigação.


Marlo Stanfield

É o “cara” que nasceu pra derrubar Barksdale. É um gangster que compõe a segunda geração do crime de THE WIRE. Sua ascensão em todas as esquinas de Baltimore é através da violência e intimidação. Ao contrário de Barksdale Marlo é centralizador e individualista. Muito mais cruel.


Chris Partlow

Se Barksdale tinha Stinger Bell, Marlo Stanfield tem o Chris. QUE PERSONAGEM ESPETACULAR! O NEGO é a sombra da morte em pessoa. Ninguém o destrói. Mais frio que o Alaska. Se supõe que sofreu abuso na adolescência. Mas é um mistério esse personagem, está aí talvez seu charme.


Snoop

É uma mulher. Por incrível que pareça. Parceira de Chris. Um anjo assassino. Na vida real é uma ex-criminosa.


Cutty Wise

Cutty é para onde THE WIRE quase aponta um caminho. THE WIRE não é didática e não quer dar mensagens. Mas o personagem de Cutty é o SOCIAL da série. Ele é um ex-detento que monta uma academia de boxe pra salvar jovens do crime. A trajetória de Cutty aponta um caminho, uma solução para o problema. Mas não resolve. É um personagem bom. A trajetória dele é bem contada.

OMAR LITTLE

Para muitos o melhor personagem de THE WIRE. Para o Presidente OBAMA que é fã de THE WIRE, OMAR é  o grito da série. OMAR é uma maior assassino da série. Só que é um Robin Hood. Só mata traficantes. É imbatível. “Impegável”. É um personagem cativante. E a ironia de tudo isso. O personagem mais FODÃO de THE WIRE é gay. Isso é demais.


BUBBLES

Quase me esqueci de um dos melhores personagens da série. Bubble é um viciado. Morador de rua. Que conhece todo mundo, ganha a vida catando lixo e fornecendo informações para a CRIMES GRAVES. Bubble é carismático e derrotado. Mas a transformação do personagem da primeira temporada até a última, dá um épico sobre o vício sem precedentes!

O PORTO


Frank Sobtka

Um sindicalista que faz a série migrar pra outro tema. A falta de emprego. A modernização tecnológica no trabalho. E a adaptação aos novos tempos. A corrupção no sindicado e no Porto.


Ziggy

É o filho de Sobotka, esse personagem é ES-PE-TA-CU-LAR. É a impotência do jovem moderno. É a busca por respeito onde não tem.


Nick Sobtka

Aí está um caso claro sobre onde a série quer chegar. Um jovem ambicioso que só quer dar um lar para família. Se beneficiar do American Way life. A falta de oportunidades clara leva esse jovem a entrar e se viciar em trabalhos sujos por dinheiro. O negócio cresce mais que ele imagina. Fica tudo muito incontrolável. Acaba numa tragédia de grandes proporções dramáticas para a série.

EDUCAÇÃO


Howard Bunny Covin

Começa como Major da polícia e se torna um dos maiores pensadores do sistema EDUCACIONAL de Baltimore.

Tem uma temporada que ele faz um plano ousado pra domar o problema das drogas nas ruas. Polêmico até. Que se discute a legalização das Drogas. É com Colvin que a gente vê os grandes debates de THE WIRE. Moral e éticos. É onde a gente acredita e deixa de acreditar na sociedade. Nas pessoas. Personagem magistral.

AS CRIANÇAS


Representam uma das temporadas mais elogiadas da série. A QUARTA TEMPORADA.

Que centra no sistema educacional de BALTIMORE. É onde se vê onde vai chegar um aluno no futuro. É onde se vê que não há futuro.

É genial e foge de todos os clichês do gênero. O final dessa temporada é arrebatador.

A IMPRENSA


A última temporada é a visão da imprensa sobre tudo. É o pente fino sobre tudo que a série mostrou. É a hipocrisia no auge. É a decadência do jornal impresso na era digital. É também os critérios e ética na publicação de matérias. É a cereja no bolo.

E o melhor personagem é SENADOR CLAY DAVIS


” shhhhhhhhhhhhheeeit!”  Frase clássica do Senador Davis.

Inacreditável o julgamento final de um dos mais corruptos políticos da série. O texto foi excepcional e mostra a fragilidade do sistema tanto nos EUA quanto aqui no BRASIL pra lidar com crimes de poder e desvio de verbas.

A trajetória desse personagem é mais um épico em THE WIRE. É o cinismo máximo da série.

The Wire é uma série de TV criada por David Simons, ex-policial de Baltimore e Ed Burn, ex-professor. É inacreditável o que esses caras criaram. Eu nunca vi nada igual. The Wire é uma OBRA PRIMA da dramaturgia. Tudo que eu lia a respeito era a mais pura verdade. A série é ótima. Gastei um tempão tentando resumir o  ” iresumível” que é essa série. Eu tentei escrever o que eu absorvi de leve. Não deu pra falar muito, mas é o que eu não encontrei na internet sobre THE WIRE. Um resumo de seus personagens principais. A CIDADE e seu sistema.

Não falei da missa a metade ainda.  THE WIRE é muito maior que esse texto.

Grato.

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A uns anos atrás me deparei com um “filme” na HBO meio estranho. A história se passava numa cidade do interior da Inglaterra, Bristol, onde um grupo de adolescentes marca uma festa, e 2 rapazes totalmente disfuncionais partem pra conseguir o “bagulho” da festa com traficantes locais.

Junta-se a isso, os traficantes morando num puteiro, uma trilha musical muito atual e esperta e uma edição a la MTV. Não era um filme. Era o piloto de uma série de tv adolescente britânica. SKINS.No mesmo instante por curiosidade, não tanto pelo mérito do episódio piloto embarquei na série.

SKINS passou picado na HBO e encontra-se hoje no canal VH1. Uma série que compões 4 temporadas de 8 episódios cada uma. Sendo que as 2 primeiras temporadas são o ciclo de uma geração e as 2 últimas temporadas fecham o ciclo de outra geração de teenagers.

Minha geração acompanhou o BOOM de séries teen com Barrados no Baile, Malhação, O quinteto, Dawsons Creek, etc… E por aí foi. Um nicho que se estendeu por décadas. Mas por mais divertidas que fossem essas séries a “mão adulta” pesava muito. Eram séries que me parecem era coisa de adulto escrevendo pra criança. Com temas. Lições morais inseridas didáticamente. Os clichês de sempre: Primeiro amor, gravidez na adolescencia, álcool, sexo de leve e problemas de socialização.

SKINS veio pra dar um basta nisso tudo. TUDO. Não acredito que com trinta anos na lata eu fui ver a MELHOR SÉRIE ADOLESCENTE DE TODOS OS TEMPOS. Skins fala a lingua dos PIÁS. Mas de cabo a rabo.


É de menino para menino. De menina para menina. De guri pra guria. De piá pra piá. É que SKINS foi concebida por um pai e um filho. O roteirista Bryan Elsley chamou seu filho pra escreverem juntos uma REDEFINIÇÃO do conceito de adolescente moderno. E nasceu a série visceral SKINS!

Com jovens totalmente atuais, disfuncionais, caretas, ousados, fugindo de TODOS os clichês do gênero cada personagem tem seu episódio próprio que lida com todos os problemas da idade mas de uma forma totalmente não-didática. Solta. Sexo, drogas, pais, escola andam de mãos dada sem discriminação.


E os personagens que vão se desenhando ao passar dos capítulos de forma espetacular. Falando não só com a geração Y. Mas com a X também. Skins é também um PETARDO além da geração MTV. As musicas da trilha que são excepcionalmente mescladas. Vai de Vampire Weekend a Michael Jackson. De New Order a Britney Spears. Tudo. Mas tudo mesmo vívido, atual.

Muito da minha adolescencia eu vi em SKINS. Pela agilidade das coisas. Não por forçar termas fechados. Mas por abranger muita coisa. Que é o universo adolescente de hoje.

SKINS não venera o consumo. Venera o sexo e a festa. Porque esse é o tipo de tempo que que se vive isso. No colegial. Skins mescla muito bem a diversidade também. É um primor. SKINS é a série teenager mais adulta que já se viu também. Muito mais adulta que qualquer filme.

A primeira geração de SKINS é mais bem amarrada que a segunda geração. Tem um final primoroso e digno. A segunda geração peca muito na repetição de tipos, mas ganha muito com uns personagens excepcionais. Se você quiser ver algo realmente excitante hoje, você acha em SKINS. Pura adrenalina. Censura 18 anos.


Curiosidade. A protagonista da segunda geração de SKINS é filha de brasileira e fala bem português. A família é de Ribeirão Preto.
E tem a personagem mais FODIDAMENTE bem criada dos últimos anos pra TV. Effy.


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EW da Semana

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É difícil falar desse filme sem comparar o mesmo com ELEFANTE de Gus Van Saint.
Lembrando que ELEFANTE era um filme sobre o massacre de alunos ocorrido na escola média de Columbine, nos EUA, quando 2 alunos do ensino médio entram nos corredores da High School metralhando todo mundo. O que Gus Van Saint fez em ELEFANTE é algo magistral. É um dos melhores filmes da década passada.

E o que é Polytechnique? Polytechnique é uma das melhores escolas de ciências exatas do mundo. É uma rede grande que existe na França e em Montreal, no Canadá. Esse filme canadense trata de um massacre de estudantes feito por um aluno em 1989 no Canadá. Na Polytechnique. É aí que o filme se assemelha muito com ELEFANTE de Gus Van Saint. Tanto na história, na proposta e na narrativa. O tema é tão “perigoso” de se tratar que Polytechnique não vai mais além do que foi ELEFANT.


É um filme que você termina vendo e se sente impotente ao seu final. Porque o filme trata de uma tragédia que não tem porquês ou explicações.


Por que Polytechnique, mesmo não sendo original é um FILMAÇO?
Porque a forma que a história é contada, onde todos sabemos onde vai ser o clímax é que é bem interessante. O filme, além do seu impacto visual, filmado em preto e branco, uma câmera suave e espetacular, não faz da violência seu artifício principal. Mas extrai dessa experiência uma sensação que fica.


Sim. Sim. Ao terminar de ver esse filme você leva algo dele. Uma experiência única que te faz repensar a vida e quem está ao seu redor. Não posso dar mais detalhes sobre esse filme porque eu quero que vocês sintam o mesmo impacto que eu. Resumindo. POLYTECHNIQUE mesmo repetindo a estratégia de ELEFANT, é um filmaço sem precedentes!

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EW DA SEMANA

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