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Archive for agosto \26\UTC 2010

EW DA SEMANA

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SERGE GAINSBOURG.

France Gall. Cantora francesa.


Comeu.

Brigitte Bardot.


Comeu até os gargumilhos.

Juliette Gréco. Cantora francesa.


Comeu também.

Jane Birkin. Atriz e cantora britânica


Comeu. Muito.

Não dá pra começar a falar de um filme sobre Gainsbourg pisando nos ovos. Seria uma ofensa a sua pessoa. Gainsbourg foi um cantor, artista plástico, ator, diretor, pianista, comedor de mulheres, fumante inveterado, inimigo público número 1 da moral francesa nos anos 60.

O cara fudeu muito. Com muita mulher e com muita gente. E esse filme tenta passar a biografia desse sujeito. Que é considerado um dos caras mais feios da humanidade e se tornou o maior galã do universo só com palavras. Só vendo esse filme pra entender esse “água de bateria” das beldades. Comia todas.

O filme é claro desde seu início. Não é uma biografia convencional. É fantasiosa. Passa pelas fases da vida de Gainsbourg. Sua infância, onde ele se dedica totalmente a artes plásticas e a pintar mulheres nuas. Aos 10 anos fumava e cantava mulheres. O pai insistiu que ele fosse para a música, ele se achava medonho demais pra cantar. Feio que é um rato. Sob bares esfumaçantes de Paris ele escrevia música para cantoras de fim de noite. E o negócio foi crescendo. E mais mulher o cara foi comendo.

Quando ele tem um ataque cardíaco e e a imprensa o cerca, já no auge da sua fama ele responde uma pergunta: ” E AGORA GAINSBOURG? O que você vai fazer? “

Gainsbourg: ” VOU BEBER E FUMAR MUITO MAIS”.  Nasce um grande filme.


Nasce um grande artista. Onde a visão limitada de muitos não atinge o alcance da visãode um cara como esses. Nessa posição é dar adeus a ser um bom filho, um bom pai, um bom marido, mas um espetacular amante. O filme não é esse resumo biográfico que eu estou dando. Não é spoiler. O filme de Joann Sfar é mais uma fábula de várias fases da carreira desse mito que morreu em 1991.

É um resumo bem sucedido.

Um bom filme.

Se você acha que não conhece Gainsbourg, escute a música

Je T’aime,…Moi Non Plus no Youtube da vida…

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POR QUE O MUNDO ODEIA M. Night Shyamalan?


Por que?

Está aportando nos cinemas brazucas hoje o novo filme do M. Night, O ÚLTIMO MESTRE do AR. E pelas críticas que vem junto acho que vai ser O ÚLTIMO FILME DO SHYAMALAN. É uma perseguição de críticos que começa lá no Alaska e termina na Patagônia. O indiano está apanhando que nem um cão sarnento. A cada filme que Shyamalan faz desde O SEXTO SENTIDO vem a crítica derrubar o cara e o público vai junto. Por que?


Ainda não entendi. Todo mundo erra, Shyamalan também, mas com ele tudo se torna mais catastrófico segundo os críticos.

O CARA FEZ O SEXTO SENTIDO. Uma obra prima do suspense. Inesquecível a saída do cinema naquela época, naquela sessão. Todo mundo saindo pasmo do cinema. Naquela noite de inverno que fazia no Brasil. A época de seu lançamento. Uma câmera precisa. Uma leveza. Um menino carismático e feioso foi levando milhares de pessoas num barco de águas calmas que ao seu final cai num precipício deixando a platéia enaltecida. Filmaço SEM PRECEDENTES.


Depois ele engata um filme de super-herói que não existe nos quadrinhos e não usa uniforme. E é na minha opinião o filme que melhor resgatou o sentimento de um super-humano em toda história do cinema. CORPO-FECHADO é implacável. Um filme feito numa película de tom azul, onde a metáfora do cara que largou o que mais amava, o futebol, por uma vida de pacata de casado. E essa impotência acaba com seu casamento. E sua auto estima só é acendida, e seu casamento só é salvo quando ele começa a ser quem era.

Isso está além do super-herói. Da fantasia. Isto está em cada um de nós. O reencontro do personagem Bruce Willis com quem ele realmente era é algo magistral nas telas. Um FILMAÇO mal reconhecido por parte da crítica e um público viciado em final surpresa ou qualquer bobagem. Esperando um novo o Sexto Sentido.

Isso prova a limitação e sensibilidade  do público letárgico de hoje. Que não aceita o novo e não quer desafios, só quer o mastigado nas salas de cinema.


Depois M. Night filma SINAIS. Um sucesso de público, mais pela presença de Mel gibson e do facínio por aliens do que pelo filme em si. O filme é regular, pra não dizer ruim. Mas nesse filme, em alguns momentos a câmera de Shyamalan alcança monentos geniais (Como a sequência do porão). Ali nasce um diretor que conhece como poucos a arte do suspense. Eu digo que em SINAIS, por mais ruim que seja o filme, é o auge técnico de M. Night. Nenhum diretor hoje tem essa coisa Hitchcock que ele tem.

Hoje é tudo gritado. Tudo colorido. Tudo pelado. Nada velado. Nada subjetivo. Essa onda de suspenses medíocres com carnificinas pornográficas é o que o público quer. Shyamalan é mais que isso. Muito mais.


Eis que vem A VILA. Outro filmaço de Shyamalan. Que mais uma vez “o povo” esquece e o prende a O SEXTO SENTIDO. Pelo amor de DEUS. A VILA é um ótimo filme de suspense e ainda nos questiona sobre os valores de viver numa sociedade. Uma crítica contra a violência em si. Ele nos mostra claramente nesse filme que a violência não é uma coisa inserida nas grandes cidades ou civilizações, mas no cerne no ser humano. Não importa onde ele viva. E está escondido em qualquer lugar.

Fora a condução da história né? Ali ele consegue takes de suspense inacredidáveis. Como na cena antológica de Bryce Dallas Howard esperando seu amado vir resgatá-la naquela noite onde os monstros estão a solta.

É uma tensão até os gargumilhos. Poucos conseguem fazer isso hoje com a câmera na mão. Pouquíssimos.


Aí veio a DAMA d’AGUA. Esse é ruim de doer. Nada se salva. Nem a qualidade técnica do diretor salvam um roteiro medíocre. Mas isso não quer dizer fim de carreira. Eu vi TERMINAL de Steven Spielberg, um dos PIORES FILMES QUE JÁ VI NA MINHA FUCKIN LIFE e mesmo assim o Spielberg é gênio.

Depois veio o filme mais criticado da história. FIM DOS TEMPOS. Que eu fui ver com as 2 patas atrás. Era tanta crítica ruim sobre o filme, sobre o final do filme.

Está aí outra questão sobre gostos cinematográficos. FINAL de filme. Eu não entendo essa de julgar o filme por seu final. Não entendo. Tem momentos dentro de um filme, pra mim que independente do final da narrativa ou não ele já entra na categoria filme ruim, bom ou filmaço. FIM DOS TEMPOS não tem uma resolução final de impacto como se espera. Mas sua condução, seu pavor, seu andamento chega a ser GENIAL. Pra mim é o andamento de filme mais tenso dos últimos anos. Isso graças ao talento de M. Night.

FIM DOS TEMPOS é um baita filme, tem cenas espetaculares de suspense que chega a ser insano, de tão bem filmadas. Não vejo isso assim fácil.


Eu quis resumir isso pra poder dizer e relembrar que o cara não é um fiasco como se está dizendo aí fora.

Não vou ao cinema assistir ao O ÚLTIMO MESTRE DO AR, que é o primeiro filme dele encomendado por um estúdio, não é um trabalho de autora dele, é como o ALICE do Tim Burton, trabalho encomendado sem controle criativo.

Mas o que estão criticando nesse filme, não é o próprio filme, mas o diretor. É pessoal. Os “burros” querem um SEXTO SENTIDO a cada ano. Me irrita isso. Estão acabando com um talento promissor. Como poucos que existem hoje.

Hoje os “gênios” são os caras que fizeram JUNO, Amor sem Escalas, Guerra ao Terror, Se beber não case.

Façam o meu favor. ESSES caras ainda não fizeram um SEXTO SENTIDO, um CORPO FECHADO, uma VILA ainda.


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Você tem que pagar R$ 14,00 não por 2 horas de passatempo. Esses 14 mangos ou 20, dependendo do dia, tem que valer 2 horas de total imersão. De total viagem sem limites. Tem que ser 2 horas mergulhando num novo mundo, até então desconhecido por você. Você tem que passar uma experiência que só essas salas de projeção chamadas de cinema podem proporcionar. E não tem que ser numa linha exata. Cheia de clichês ou coincidências. Referências talvez, mas a mais absoluta viagem ao centro nervoso e criativo do cérebro. Se aprofundando por camadas. Várias. Layers. UMA VIAGEM SEM LIMITES DA IMAGINAÇÃO DO NOSSO CÉREBRO.


Isso é INCEPTION – A ORIGEM! Os 14 mangos mais bem pagos do ano.



É triste tu sair de um filme onde você se divertiu ou se entreteu, mas no primeiro copo de choop ou cachorro-quente da esquina você já esqueceu. Esse não. Não meu caro. Desse você leva algo.

INCEPTION é a tentativa de uma equipe de pessoas especializadas em entrar no sonho das pessoas. E achar no emaranhado de imaginação, um ponto onde a pessoa muda de IDÉIA em uma OPINIÃO.

E idéia. Informação e opinião é o que move o MUNDO.

Só a premissa já é genial. Mudar de opinião de uma pessoa é muito mais complexo do que se imagina. Esse filme é muito mais que um entretenimento de início de noite. É uma “experiência” travestida de bloockbuster hollywoodiano pra trazer as massas! Era o único jeito de fazer as pessoas sentarem com a bunda na cadeira e perceberem que o nosso cérebro rende muita coisa boa, inexplorada. As sequências de ação fantásticas do filme são só pano de fundo para uma idéia muito boa. Inclusive tem cena desnecessária de ação, mas isso não exclui a proposta do Chris Nolan.


Que aliás é um diretor que já está tentando “filmar” nosso cérebro a tempo. Em AMNÉSIA ele já brincava com isso. Tentou em INSÔNIA, mas não funcionou. Ganhou notoriedade com BATMAN’S, mas não era um negócio dele, BATMAN de Bob Kane, é dos quadrinhos, não é de ninguém. Avançou mais com o intrigante O GRANDE TRUQUE, brincando com nosso cérebro novamente, com nossas percepções do que é REAL e do que é IMAGINÁRIO. Ou seja. Chris Nolan está seguindo uma linha cinematográfica autoral, já de caso pensado.


Só em saber que Chris Nolan avançou na minha cabeça e me fez mudar de opinião, com as reservas que eu tinha a respeito de novidade nos bloockbusters americanos, já foi demais. ELE CONSEGUIU!

Esse londrino de 40 anos tem proposta cinematográfica. Ou melhor. TEM IDÉIA!




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