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Archive for setembro \30\UTC 2010

EW da SEMANA

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Se tem um tema que me interessa muito é cinema sobre os adolescentes. É difícil falar com eles, falar deles e conseguir chegar e entender essa fase tão conturbada. Esse filme, com esse título nada a ver, pra chamar psicodélicos 60’s e maconheiros de fim de semestre em faculdade é sobre luto. Sobre perda e entender se vale a pena a vida. Mas o mais curioso desse filme brasileiro é que é o filme nacional mais internacional que eu já vi.

Só que ele não perde a “brasilidade” não. Ele se passa no interior do Rio Grande do Sul. Remete muito a quem passou a adolescencia no interior. Em casa de madeira, nevoeiro pela manhã ao ir pra escola, cuca de banana da tia, prova de química na sexta, fusca, festa junina e pasto. Muito pasto.


Isso que é legal. Esse filme foge de todos os clichês cosmopolitas do gênero, ele se aproxima de muita gente, como eu que viveu no interior, não um interior caricato, mas o real, com computador, internet e festa junina no colégio municipal.


Os Famosos e os Duendes da Morte é um filme pra poucos, infelizmente. É daquelas narrativas conceituais lentas e modorrentas, filmando silêncio em vários momentos. É uma linha que o cineasta americano Gus Van Sant usou nos belíssimos filmes adolescentes Elefante e Paranoid Park. E funciona. É de uma psicodelia depressiva grande, mas é de uma beleza natural como os sentimentos dos personagens se afloram sem contar os porquês.

A história de um adolescente que vive sozinho com sua mãe o luto de seu pai que morreu a mais de 4 anos. Numa cidadezinha (Que não me engano é Estrela-RS) onde existe uma ponte dos suicidas, onde vários personagens importantes já passaram dali pra nunca mais voltar. Uma ironia metafórica bem clara, a porta de entrada da cidade também é a de saída.

Nessas cidades existe sempre o sentimento da insignificância, de não fazer parte do mundo real, de ter que sair dali pra dar certo no mundo. O conforto dos colonos e sua acomodação é uma irritação para os mais novos. Esse diretor de 27 anos, Esmir Filho conseguiu isso. Eu sou muito grato a esse cara. Ele construiu esse filme em cima de sentimentos, não histórias.

O humor das situações também é mordaz. Em determinado momento um adolescente arma um plano pra comer uma menina numa festa junina, e no dia da festa a mãe da menina se joga da ponte com carta de suicídio. O adolescente solta ao amigo: ” Puta que pariu tchê! A mãe a guria vai se matar bem no dia que eu ia comer a filha dela?”

Nasce um filmaço.

Pena que é pra poucos. Pouca distribuição. Pouca comercialização e pouca compreensão pra esse tipo de narrativa e filme autoral.


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