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Archive for outubro \28\UTC 2010

EW da semana

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Sabe aquele filme que você aperta play e desde os primeiros frames, diálogos, ruidos e cortes você já foi tragado pra dentro da tela? Da história? Daquele momento que o diretor quer mostrar? As vezes ele nem mostra os fatos explicitamente, não precisa, você não é burro, está captando tudo.


Desde os primeiros minutos você já sabe que está vendo um grande filme, fora do convencional, onde cada cena é pensada. Nada é de graça.

ANIMAL KINGDOM é um filme australiano que pegou de surpresa os festivais americanos. Arrasou no Festival Sundance e arrebatou as críticas. É filme pra crítico? Não, não é. É a história universal de crime e violência. Onde não adianta cavar as raízes disso. Como diz um diálogo do filme: “Por que vou fazer isso?  ” – Resposta: ” Porque é o REINO ANIMAL”.

Nasce um grande FILME.

Escrito e dirigido pelo estreante David  Michôd o filme é narrado in-off pelo jovem Joshua Cody que vai para a casa da vó materna que abriga seus 4 tios. São todos criminosos e levam a vida nessa naturalidade criminosa pra ganhar a vida. Com 4 excepcionais novos atores o filme ganha vida e tensão na adaptação do jovem Joshua nesse novo universo. Nessa nova casa. A matriarca da família, sua vó, Janine Cody é de uma amor fraternal impressionante para com os filhos e os netos. Mas de uma visão totalmente deturpada de valores morais.


Não. O filme não explica muita coisa do passado desses ESPETACULARES personagens. Tudo fica sob uma tensão na ensolarada Melbourne. Sempre parece que algo vai explodir na sua cara, mas você não sabe quando. O filme é uma bomba relógio prestes a acontecer. Um safari num no escuro onde você fica a mercê do ritmo do diretor e de seus atores. E que ritmo.

Se preparem que vai rolar indicação a Oscar pra esse filme. É um dos bons do ano.

E nasce mais uma fornada de atores australianos bons, já tinhamos Russel Crowe, Heat Ledger, Hugh Jackman, Eric Bana, Sam Whortington, Hugo Weaving, Guy Pearce, etc….

SEM DÚVIDA!


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Existe uma américa que dificilmente é mostrada para nós. Existe um Estados Unidos da América dentro daquele continente gigante lá ao norte que nós desconhecemos. Eu digo isso na forma como eles se mostram no cinema. O norte americano de verdade ganha força nos filmes dos irmão Coen. O red-neck central mesmo. O caipira. Aquele ironizado nos cartoons da Família Buscapé ou nos quadrinhos do Urtigão, mas nesse filme temos uma mostra daquelas “criaturas ianques” das montanhas do Missouri.


WINTER’S BONE da diretora Debra Granik, ganhou o prêmio do juri do Festival de Sundance 2010 e junto com o filme australiano ANIMAL KINGDOM dominou as paradas de filmes independentes de língua inglesa nesse ano com boas críticas.

Ree (A ótima Jennifer Lawrence de Vidas que se cruzam-Burning Plain) é uma adolescente de 17 anos que cuida de 2 irmãos menores e uma mãe decrepitamente doente numa casa nas montanhas do Missouri. O frio é cortante. Os cachorros são magros. Eles se alimentam de batatas, esquilos e doações de vizinhos feios, pulguentos e virulentos. O clima é frio, a fotografia é um nublado absoluto desafiando árvores gigantes. Uma vida miseravelmente desgraçada pra uma adolescente.

E as coisas só pioram quando chega uma intimação judicial pra tomar a casa e o terreno da família de Ree. Isso porque seu pai, fugitivo de presídio não pagou a fiança e está desaparecido. Ree tem uma semana pra achar o infeliz onde quer que inferno o red neck esteja.

Nasce um GRANDE FILME.


A força de vontade de uma Loba da floresta faz Ree bater em porta em porta de todas as “criaturas” que habitam aquela desolada região.

Encarando tudo. Caipiras que escutam Death Metal. Bebês chorando. Pickups chevrolet de azul opaco. Traficantes de SPEED. Winchesters. Lama. Cocaína. Roda de bandolim. Velha que canta na fogueira. Rostos marcados por vida nada fácil. Isso é WINTER’S BONE. Um filme de atores quase reais de um mundo estranho. Calejado e desconhecido pela maioria.

A atuação de Jennifer Lawrence merece uma indicação ao OSCAR. Pelo amor de deus. Vendo essa safra esquelética de atrizes teenagers e crepusculetes limitadas, Jennifer é a luz que se esperava de uma nova geração regada a Lindsey Lohan.


 

 

 

 

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Escrevam esse nome. Essa atriz americana tem tudo pra despontar, confiram ABAIXO ensaio para revista ESQUIRE:

 

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EW da semana

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Engraçado, o britânico Gareth Edwards era um profissional de efeitos especiais que foi fazer um filme de ficção. De aliens. De monstros. E o que menos se viu nesse filme barato, somente U$ 15 mil,  foi efeitos especiais.

Edwards acerta a mão nesse filme que pra mim é muito mais “verdadeiro” que District 9. Monsters é um baita filme de ficção, mas a ficção fica em segundo plano, dando foco mais para a fuga do méxico de 2 turistas incidentais americanos.


Andrew Kaulder é um fotógrafo de uma grande rede de canais midiáticos que recebe a missão de ir ao México buscar a filha do patrão que se perdeu lá. O que muda é que estamos numa américa infectada por uma invasão alienígena, onde monstros em forma de “polvos” comem pessoas vivas na fronteira entre os 2 países. Baita ironia e brincadeira do diretor bota a prova 2 protagonistas americanos tentando entrar nos EUA. Passando por todas as artimanhas corruptas que já conhecemos pra chegar lá. Os aliens e a tensão militar existente no filme é só pano de fundo pra uma aventura terrível pra passar a fronteira.


O filme trabalha bastante os 2 personagens. O fotógrafo e a filha do patrão, interpretada sem forçar a barra pela atriz Whitney Able. E quando você vê já torce para os protagonistas. Ninguém é aventureiro e nem vira herói. É só uma dificuldade encontrada pra entrar nos EUA nesse futuro não tão distante.

Que filmezinho legal.

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