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Archive for novembro \30\UTC 2010

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KRAY – Eu vi


Sabe aquela água se cor escura? Meio ensaboada? Era essa a cor  da Vodka na Sibéria em 1946. É onde estamos. Num campo totalmente desolado, encarunchado de ex-prisioneiros de guerra eslavos, sobreviventes da Segunda Grande Guerra.


Sob a guarda ferrenha da dinastia Stálin esses cães polacos do norte trabalham urrando numa madeireira, sob sol, neve, fumaça, vapor, pavor, lama e ódio. Homens e mulheres, crianças piolhentas, rançosas se aglomeram em barrações de eucalipto marron. Tudo sujo. Tudo muito ruim. Vida de cão.

Russas gigantes e gordas. Russas bonitas de olhos claros escondidas em farrapos. Apenas 2 linhas de trem pra levar toda aquela madeira pra Moscou em robustas mas desgastadas MÁQUINAS NEGRAS de AÇO, FERRO e VAPOR. TREM!



Ignat é um ex-oficial soviético que chega na estação pra pilotar uma dessas máquinas. Ele foi expulso de Moscou porque ele quase “capotou” um trem do Stálin por excesso de velocidade. Tem ataques epiléticos. Não tem alma, tem uma caldeira no peito. Não tem sangue, tem graxa nas veias. Não passa ar nos seus pulmões, passa fumaça. Esse é IGNAT!

Ao começar seu trabalho nessa comunidade ele causa aversão dos moradores, por pilotar no limite seu TREM. Tanto que perde o cargo novamente. Acreditando numa lenda soviética que existe além de um penhasco, um trem abandonado na mata ele passa a ir atrás desse achado. Pra trazer esse trem denominado” Gustav” de volta aos trilhos comunistas, ele tem que enfrentar uma ex-prisioneira alemã louca e ursos siberianos.


Nasce um grande FILME.

Ursos são devorados no café da manhã em churrascos com Vodka. As mulheres são broncas e chamam os homens pra trepar. É um mundo totalmente novo pra nós. As pessoas, o cenário, a fotografia. Machados. Briga de mulheres nuas e suadas numa sauna. Roubo de telhado. General maneta. Foice e Martelo. Neve e graxa. Barba por fazer. Sexo animal.

Esse filme é o que os soviet’s supremos indicaram ao OSCAR pra filme estrangeiro 2011. Não vai ganhar. O mundo não é MACHO o suficiente pra esse FILME.

Filme diferente cacete! Sai desse conformismo clichê americano!

Ignat. O personagem mais COMPLEXO dos últimos tempos.



 

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EW da SEMANA

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Sabe aquele inverno na sua adolescencia? Das gatinhas colegiais? Da bebida barata? Dos finais de semana nos fliperamas da vida? Dos gibis? Das bandas covers vagabundas de garagem surrando instrumentos baratos e mal pagos?

E o principal. Daquela gatinha “estilo” que só você gostava. Que era descolada, ou pelo cabelo colorido ou pela calça rasgada. Aquela que não era a deusa BLONDIE caricata, mas aquelas de olhar forte, de lápis preto ou o que for. Se você já se apaixonou por uma dessas, você vai entender o “porque” do protagonista desse filme. RAMONA FLOWERS:


Scott Pilgrim vs. World é um volume das desventuras de um jovem de 24 anos em Toronto no Canadá. Isso nos quadrinhos. Hoje transformada em filme de forma nada mais, nada menos que ESPETACULAR pelo diretor  Edgar Wright ( Todo mundo quase morto).

Scott (Michael Cera) é um baixista de uma banda de garagem chamado SEX BOB OMB que busca luz no cenário “INDIE”. Frustado com a ressaca de um fim de namoro que dura 1 ano, ele gasta seu tempo enrolando uma menina linda asiática de 17 anos. E o lamentável sucesso da banda de sua ex-gatíssima namorada, os CLASH at DEMONHEAD.


Scott divide um quarto com seu amigo gay Wallace ( Interpretado magistralmente pelo irmão do Macallin clkin ), ótimo conselheiro amoroso e vive sobre proteção de sua linda irmã. Aliás não via tanta menina linda junta num filme desde da saída do Colégio Energia aqui de Florianópolis.

O que faz desse filme ser incrível? Ele usa a LINGUAGEM do cinema pra fazer com maestria uma narrativa a lá VIDEOGAME, onde enfrentar todo o passado de sua pretendida, Ramona Flowers (Lindíssima como sempre Mary Elisabeth Winsted) é enfrentar os 7 EX-NAMORADOS da menina na forma de um “game” Streeth Fighter. Isso é espetacular de original.

Quando a forma cinema de contar história escapa de qualquer forma convencional, no jeito de contar história, é aí que essa mídia nasceu pra existir. Caracteres saltam a tela, tilha esperta, uma edição ótima e um elenco carismático e caricato como um cartum fazem desse filme a grande surpresa do ano.

O filme foi um fracasso comercial porque o público a quem ele se destina ou envelheceu como eu, ou está em casa jogando videogame, não vai mais a cinema.

Scott Pilgrim é uma enciclopédia de referências pops como quadrinhos, videogames, universo indie e juventude grunge.

O filme é fora da casinha, pirado e muita gente não embarca nesse tipo de viagem, morre na primeira fase. Mas quem fica até a última fase desse filme, até o último CHEFE sai com o sorriso no rosto e compra mais fichas.

 

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EW da semana

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É bom não deixar a história passar. É bom analisar como o homem evolui ou regride com o passar dos séculos, décadas ou anos. E uma coisa que a gente não pode deixar passar é a famigerada GUERRA do IRAQUE, que mostra também pra nós, não só os americanos e aliados, o reflexo da nossa Geração. Principalmente a minha, a tal geração X.

GENERATION KILL é uma mini-série do canal americano HBO lançada em 2008. São 7 capítulos e segue os moldes da premiada BAND of BROTHERS do mesmo canal. Só que a guerra é outra meu caro. A tecnologia é outra e os soldados são outros. Uma geração regada a playstation, lanche delivery’s e muita pornografia de internet. Não é a segunda guerra mundial que tinha outros objetivos menos escusos. GENERATION KILL é baseada num livro de  Evan Wright , repórter da Rollingstone que acompanha um pelotão de ianques durante essa empreitada, que começa nos arredores do Iraque e culmina na invasão a Bagdá e o tombamento daquela famigerada estátua de Saddam.

Quem escreve e produz essa série são os premiados David Simon e Ed Burns (The Wire). É aí que tudo isso que eu escrevi passa a ter outra visão. GENERATION KILL tem diálogos ESPETACULARES e personagens FODA! Maioria baseada em soldados reais. Ou seja, você vai ver como um bando de psicopatas e homens de baixa escolaridade derrubaram um país abaixo só com tecnologia de ponta e ração alimentar ruim.


O que você sabe sobre o massacre de inocentes, civis, crianças e idosos é pouco depois de conhecer essas geração facínora de oficiais que só queriam números. É um botando no rabo do outro. As armas de destruição em massa aos poucos vai virando lenda e piada. A matança e a burrice tática de muitos oficiais vai criando um motim latente no pelotão do comandante GODFATHER. Sim, esse é o codenome do MAJOR que comenta o pelotão.



É uma série de situações absurdas e táticas mal feitas dos MARINES, considerados os melhores do mundo no que fazem.

Quem curtiu BAND of BROTHERS vai gostar de Generation Kill. Só que em Band of Brothers você torcia para os caras não morrerem e em GENERATION KILL você torce para o primeiro HAJI que surgir matar aqueles infelizes.

Uma das frases que surge na guerra diz: “O que um fuzileiro faz quando acaba a guerra e volta pra casa?  Pega seu cérebro de volta!”

Impressionante o absurdo que foi essa guerra. Impressionante como em 7 capítulos você se aproxima de Bagdá e vê que essa nossa geração é um fiasco, um bando de punheteiro de playstation com armas na mão.


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