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Archive for março \29\UTC 2011

EMPIRE do MÊS

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Vocês não querem mudar? Já estamos no mês 3 de 2011 e vocês ainda querem continuar vendo as mesmas merdas na TV, cinema e internet? Os mesmos romancezinhos banais. As mesmas novelas. As mesmas revistas? A mesma e velha AMERICA de sempre? Essa punheta desgastada?

Em meio a tanta putaria explícita esfregada na nossa cara diariamente, seja na TV,  internet, revistas hardcore, “feitichecore”, “ninfetascore” ficou difícil separar cu de bunda. É muito material. Material hoje que seria uma fartura incomensurável anos atrás para punheteiros de plantão, ou seja, todos e todas. Vamos falar sério. Difícil falar de sexo sem clichês, difícil escrever sobre sexo diferentemente de todo mundo e o mais difícil, Filmar sexo.

Demorei muito a desbravar os mares cinematográficos do Oriente. Vi muita coisa boa da ásia, mas agora meu projeto pessoal é desbravar a Coreia. Não esses filmes de terror que meses depois são refilmados frame-a-frame por hollywood. Mas o drama. A comédia. A rotina. O café. O sexo. A violência e o que tem a dizer esses filhos da LG e netos da Samsung. Como podem ter chegado tão longe no meio dessa massificação da cultura americana e os holofotes sempre virados para o fuckin Japão.

Essa massa amórfica que se tornou essa MERDA de mundo globalizado.

E comecei pelo falado filme HANYO de 2010. The Housemaid, uma refilmagem de um clássico deles mesmo.Tinha esse filme em casa faz mais de 1 mês e não tinha a mínima de vontade de ver. Filme de babá coreano. Aqueles filmes todos bizarros que se não buscam a violência como tema explícito infestam o filme de piadas e risadinhas que só cabem na cultura particular deles. Piadas ruins. Mas dessa vez foi diferente. The Housemaid já me pegou no primeiro quadro.

Estamos em Seoul. Apreciamos uma cena de suicídio inconsequente. O primeiro quadro já mostra o talento desse Hyundai das câmeras. A sutileza com que desce a câmera por aquelas ruas fosforescentes de Seoul é hipnotizante. E aí o filme se dirige por aquele abarrotado de restaurantes, fazendo tu sentir tudo através do que é filmado. Parece palhaçada artística, mas não é. Esse filme não é estilístico e nem intelectual. A câmera é os nossos olhos, nossos ouvidos e em breve nosso fuckin dick. Ao conhecer o jeito de viver de uma dessas pessoas nos dirigimos ao novo emprego da nossa protagonista.

Nosso diretor não faz questào de dizer que aquela mirrada asiática, chapeira de cozinha regada a tentáculos fritos é algo se não uma empregadinha qualquer. Ela vai trabalar de babá de uma menina de 6 anos. Numa mansão de um CEO da KIA ou coisa parecida. A mansão é de um casal jovem. A lindíssima esposa está grávida de gêmeos e promete mais.

Cumprindo as tarefas domésticas rotineiramente do dia-a-dia a gente vê o a amabilidade que o casal da casa trata bem seus empregados. E o ranço indiscutível da Copeira mestre da casa com seus próprios patrões. O filme vai testando nossos sentidos desde o início. Os olhos. Os ouvidos na Seoul espremida e apinhada e no silêncio da mansão, a variedade de pratos da culinária exótica deles.

Num certo dia a Baba Eun-Y é flagrada pelo dono da casa lavando a banheira. Encharcada de água. Espuma. Mangueira na mão.

Nasce um GRANDE FILME.

Muda tudo. As câmeras. Os quadros. É o filme mais SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEL dessa década.

Começa um jogo de olhares. Flerte. Absurdamente bem sacados. E pra minha surpresa vindo da Ásia.  É uma aula de sensuali…Ops! Chega de babaquice. É putaria de um alto nível. Sem chocar. Sem edição rápida. Sem puritanismo. E o filme não é só isso a partir daí. É as consequências. A confiança. Ninguém é inocente e em nenhum momento as mulheres do filme são forçadas, submissas. Elas gostam tanto de pica quanto os caras. Que fique bem claro. Esse FILME é um filme ADULTO.

Esqueçam essas Julias Robert’s, Jolies e Johansson’s.

Mulherada. Esqueçam os Johnny Deeps, Jude Laws e Pitt’s da Vida.

O que se vê  nesse filme é FODA de primeiro escalão. Esses atores se entregam de verdade. Não só a putaria, mas a solidão, servidão. Esses HYUNDAIS dominaram o mundo. Além de fazerem carros, TV’s, filmes e olimpiadas, agora eles trepam e falam sobre isso muito MELHOR que a gente.

E esse filme vai para um caminho dramático no final. Desgraçadamente dramático como uma ópera.

Cheguei na Coréia. Quero mais.

 

 

 

 

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